por
Glauco em
14 de outubro de 2008 às
7:41 am /
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A crise americana é tão grave que aquilo o que até ontem parecia um absurdo impossÃvel, hoje é visto como uma solução mais que sensata.
A GM e a Chrysler estão conversando seriamente sobre uma fusão. Isso mesmo, uma fusão. Isso criaria a maior empresa fabricante de veÃculos do mundo. Os custos administrativos das empresas seria reduzido, a logÃstica seria melhor, o número de postos de venda cobrem com folga o pais todo. Mas nem tudo seriam flores. Certas marcas das duas empresas atualmente são concorrentes, a filosofia das marcas das empresas são muito diversas e provavelmente uma ou outra marca teria que desaparecer. Uma tremenda dor de cabeça.
Mas se você pensa que a possÃvel fusão entre GM e Chrysler é algo que ultrapassa o linite do absurdo, fique sabendo que antes da Chrysler a GM procurou a Ford. Isso deu no New York Times! Segundo o jornal, Rick Wagoner (conselheiro delegado da GM), Frederick Henderson (presidente da GM), Bill Ford Jr. (precisa dizer?) e Alan Mulally (diretor gerente da Ford) se reuniram para tratar do assunto. Mas chegaram à conclusão de que é ruim separados mas seria pior juntos. Agora sobrou a Chrysler que já foi da alemã Daimler e que foi passada para o Grupo de Investimento Cerberus. O engraçado é que a Cerberus é dona de 51% da GM Financeira, onde a própria GM detém os restantes 49%.
Se a tal fusão com a GM não sair, a Chrysler pode voltar a ter uma dona européia. Ou melhor: uma dona sino-nipo-européia. Complicou? É que a Renault-Nissan se demonstrou muito interessada em entrar de vez no mercado americano e o seu braço nipônico, a Nissan, não se faz o suficiente para tanto. Então a Renault-Nissan está em conversação com uma fabricante chinesa para adquirirem em conjunto a empresa americana. E isso saiu da boca de Bob Nerdelli, presidente da Chrysler.
Na minha opinião essa história toda de crise americana é pretexto para a Cerberus se livrar da Chrysler. Interessados não faltam. A GM está muito louca da vida por ter perdido o posto de maior fabricante do mundo para a Toyota. A Renault quer (quase que) desesperadamente entrar nos EUA, e até os chineses adoram essa idéia.
A única certeza é que a Chrysler vai mudar de mãos.